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Serviço Especializado

Terapia Parental

Quando o conflito não acaba no divórcio

Terapia parental, conflito parental pós-divórcio em Mafra

O divórcio não termina quando o processo é decidido no tribunal de família. Muitas vezes, é precisamente aí que o conflito se transforma. Deixa de ser apenas uma rutura entre dois adultos e passa a ser um sistema prolongado de tensão, acusações e dor emocional que continua a atravessar toda a dinâmica familiar.

Quando os pais entram num padrão de conflito persistente, a criança deixa de viver a separação como um acontecimento com início e fim. Passa a viver dentro de um estado contínuo de instabilidade emocional, onde o amor por ambos os pais se mistura com medo, lealdade dividida e insegurança.

A criança não precisa de pais perfeitos

Precisa de pais emocionalmente regulados, capazes de a proteger do próprio conflito. Quando isso não acontece, a criança acaba, muitas vezes sem palavras para o expressar, por assumir papéis que não lhe pertencem: mediadora, cuidadora emocional, ou silenciosa testemunha de uma guerra que não escolheu.

Onde entra a Terapia Parental

É por isso que, nestes contextos, o foco da intervenção não pode estar apenas na criança. A verdadeira mudança acontece quando os adultos entram em processo terapêutico e conseguem olhar para o conflito não como uma batalha a vencer, mas como uma ferida relacional a tratar.

A terapia familiar e de coparentalidade não tem como objetivo reaproximar os pais enquanto casal. O seu propósito é outro: ajudar dois adultos a deixarem de operar no registo do conflito conjugal e a reconstruírem uma função parental estável, capaz de proteger o desenvolvimento emocional dos filhos.

Porque quando os pais não se tratam emocionalmente, é a criança que continua, em silêncio, a carregar aquilo que não é dela.

Para quem é indicada

  • Existe um processo de separação ou divórcio com conflito prolongado
  • A comunicação parental está bloqueada, hostil ou intermediada por terceiros
  • Existe um processo judicial em curso ou decisão sobre responsabilidades parentais
  • As crianças manifestam sofrimento emocional ou dificuldades associadas ao conflito parental
  • Um dos progenitores procura apoio individual para lidar com a coparentalidade

Como funciona

  • Sessões individuais com um dos progenitores
  • Sessões conjuntas de coparentalidade, quando possível e indicado
  • Acompanhamento integrado com intervenção na criança ou no adolescente
Modalidade
Presencial
Local
Mafra
Duração
Definida ao longo do processo
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